Sustos curam soluços?

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ciência em Portugal #2 - Entrevista a Tiago Fleming Outeiro



Um dos objectivos iniciais do nosso projecto era divulgar o trabalho de cientistas portugueses no nosso país e no mundo, bem como ter conhecimento das suas experiências profissionais.
 
Hoje apresentamos o nosso segundo entrevistado,  Tiago Fleming Outeiro, cientista
português licenciado em bioquímica.
Queríamos, desde já, e mais uma vez, agradecer a sua disponibilidade e colaboração no nosso projecto.

1.         Em que universidade estudou? Acha que isso influenciou a obtenção do seu primeiro emprego?

Estudei na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Escolher uma Faculdade com qualidade reconhecida e importante, mas ainda mais importante e esforçarem-se por adquirir uma formação sólida, acompanhada de boas notas. Isso sim, influencia o primeiro emprego, que em ciência passa pela obtenção de bolsas de investigação.

2.         Temos conhecimento que passou algum tempo nos EUA a estudar e a desenvolver projectos. O que achou da sua experiência?

Foi uma experiência muito enriquecedora, a nível profissional e pessoal. Acima de tudo, foi útil por me ter permitido contactar com pessoas diferentes, com formas de pensar diferentes, e com um mundo um pouco diferente do nosso.


3.         Acha que o nosso país apoia suficientemente os jovens cientistas e/ou se tem potencial para competir com países mais desenvolvidos?

Acho que o nosso país apoia os jovens investigadores mais do que outros países, pois existem bolsas que nos permitem ir para fora para fazermos a nossa formação. Não há muitos países que façam isto pelos jovens. No entanto, e sempre preciso fazer mais, e fazer bem, pelo que será importante continuar a apostar na formação continuamente, para que sejamos cada vez mais competitivos.


4.         O seu mérito já foi reconhecido por várias vezes, pelo que o podemos considerar uma referência. Na sua opinião, o que é preciso para ser um profissional de sucesso na sua área?

O mérito na ciência é algo que não se atinge, procura-se. Eu não sinto que tenha mérito, sinto que me tenho esforçado por fazer coisas com valor. Assim, o que considero essencial para termos sucesso e uma grande dedicação, muito trabalho, e também alguma sorte.


5.         É habitual divulgar a sua experiência em escolas ou universidades?

Sim, com alguma frequência vou a escolas e universidades falar do trabalho que fazemos, pois isso é essencial para que as pessoas compreendam e possam continuar a apoiar a investigação.


6.         Encontra-se actualmente a desenvolver algum novo projecto?

Estamos sempre a desenvolver projectos novos. Isso é investigação, por definição. Não se fazem projectos antigos… estamos sempre a tentar descobrir novos caminhos, novas pistas, para podermos chegar a novas formas de intervenção terapêutica para doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.


7.         Enquanto alunos que somos, temos escolhas e decisões para fazer acerca do nosso futuro. Que opinião e conselhos nos pode dar quanto a seguir uma área das ciências ou enveredar pelo mesmo curso que escolheu?

Para quem quer fazer investigação, não é tão importante se fazem o curso A, B, ou C. O importante e que sejam capazes de adquirir bases sólidas e a capacidade de terem pensamento crítico sobre aquilo que vão encontrando. Se querem fazer investigação na área das ciências biomédicas, em que trabalho, podem optar por fazer licenciaturas/mestrados em biologia, bioquímica, química, engenharia biológica, biotecnologia, medicina… ou mesmo matemática, física, etc. Têm de se esforçar por terem boas notas, por saberem um pouco de outras áreas também, e têm de desenvolver a capacidade de não desistirem das coisas facilmente. Estes são alguns conselhos que considero importantes para jovens na vossa idade. Nada é fácil, e nada e consegue sem esforço.


8.         Sente-se realizado profissionalmente?

Muito! Posso dizer que tenho a sorte de trabalhar naquilo que gosto e me realiza!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Canhotos são mais mal humorados


Respira, respira… Respira…
Um estudo, conduzido pela psicóloga Ruth Propper, da Universidade de Merrimack, nos EUA, mostrou que, em pessoas canhotas, as duas metades do cérebro comunicam-se de forma levemente diferente do que nas destras (direitas).
Por consequência disso, acabam por interagir mais com as áreas que produzem emoções negativas, o que torna os canhotos mais sujeitos a variações de humor – tendendo ao mau.

estudo, publicado no Journal of Nervous and Mental Disease, aponta que, além da diferença biológica, as frustrações “por viver num mundo feito para destros” – onde tudo, desde abridores de garrafa a tesouras, é desenhado, na maior parte das vezes, “sem os levar em consideração” – também ajudam a tornar os dias do amigo canhoto um pouquinho mais cinzentos.



sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que o comprimento dos dedos diz sobre o homem

Quanto mais longo é o dedo anelar (o que fica entre o mindinho e o do meio) do homem em comparação ao resto da sua mão – especialmente em relação ao indicador –, maior probabilidade de ser um homem que vai atrás do que quer, que arrisca mais, que trabalha arduamente e que, está determinado a vencer, que não aceita “não” como resposta. Consequentemente, tende a ganhar mais dinheiro e a ter mais sucesso nos relacionamentos do que os outros.

Já os homens cujo dedo mais comprido é o indicador tendem a ser mais tranquilossossegados, “na deles”. Por isso, acabam por tirar menos proveito das oportunidades, pois são mais “modestos” na hora de se darem bem.
Este estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Concordia, no Canadá.


Eles mediram o comprimento dos dedos e analisaram os traços de personalidade de 413 voluntários, homens e mulheres. E descobriram que os níveis de testosterona presentes no corpo (definidos, em grande parte, ainda no útero materno) afectam o comprimento dos dedos em ambos os sexos.
No caso dos homens, do anelar comprido, apresentam mais testosterona, o que os torna, de acordo com o estudo, “homens-alfa”. Mas é só nos homens que isso afecta directamente o comportamento.
Nas mulheres a verdade é que, segundo os cientistas, podem ter os dedos de qualquer tamanho que não faz diferença.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Lisboa e a Península Ibérica à noite vistas do espaço


Lisboa fotografada pelo astronauta
Astronauta da ESA Paolo Nespoli é fotógrafo nas poucas horas vagas que tem a bordo da estação espacial e captou as imagens.
A fotografia que o astronauta fez da Península Ibérica
Nos intervalos das experiências científicas e das tarefas de manutenção que sempre há a bordo da estação espacial internacional (ISS, na sigla inglesa), o astronauta Paolo Nespoli, há dois meses ali em missão, dá largas à sua paixão pela fotografia. Instala-se no módulo europeu Cupola, que tem uma vista soberba sobre a Terra, e vai fotografando o que vê lá de cima. Aqui está Lisboa à noite, captada pela sua objectiva. A ponte Vasco da Gama é uma linha de luz, o rio um túnel escuro e Lisboa uma bossa cheia de pontos luminosos. Portugal e Espanha, no interior do recorte preciso da Península Ibérica, competem nos focos de luz que deles emanam.
Na sua viagem orbital em torno da Terra, a uma altitude de 360 quilómetros, ISS é o ponto ideal para captar esta visão do planeta. Com a nave de carga europeia desde há dois dias acoplada à estação e prestes a receber a visita do vaivém da NASA Discovery, ontem lançado, está prestes a tornar-se, ainda que temporariamente, a maior instalação espacial de sempre.

Mito 1: Um frango consegue viver sem cabeça?


VERDADE 
 

Resultado: 83% das pessoas acham que não.

A verdade é que consegue! Apesar de parecer impossível, não é! Um frango pode viver sem cabeça se o corte não prejudicar o tronco cerebral, ainda que os olhos, o bico, a língua e os ouvidos sejam destruídos e se o corte afectar apenas os vasos secundários.
Exemplo disto é o frango Mike, que viveu sem cabeça durante 18 meses. A Universidade de Utah, na cidade de Salt Lake, examinou-o e comprovou a sua autenticidade.


Bioimpressora imprime partes do corpo humano em 3D

Cientistas apresentaram no encontro da Associação Americana para o Avanço da Ciência uma impressora 3D que pode vir a imprimir tecidos biológicos.
O pesquisador Hod Lipson, da universidade americana Cornell, afirma que o que ele e outros estudam é em vez de imprimir em plástico, imprimir com materiais biológicos, formando tecidos tridimensionais.
Actualmente, a equipa trabalha na impressão de orelhas para serem usadas na medicina reconstrutora.
A ideia é que no futuro cada paciente tenha detalhes minuciosos do seu corpo armazenados no computador dos médicos para, se no futuro, ele vier a necessitar de uma nova cartilagem, um menisco, uma orelha ou até um osso, bastará recuperar aquelas informações. Para tal, células do próprio paciente serão armazenadas e postas em cultura para serem usadas como "tinta" para imprimir novas partes do corpo.
Para Hod Lipson, a tecnologia pode fazer parte do dia-a-dia dentro de 20 anos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Quem mais investe em energias renováveis

De acordo com o Instituto para Diversificação da Energia (IDEA), em 2020, cerca de 42,3% do total da geração de electricidade virá de fontes renováveis. Estes são os países que mais investem em energias renováveis:

Espanha
 
O país tornou-se o maior produtor mundial de energia solar térmica em meados de 2010, com 432 MW instalados. Ele é o segundo na Europa com maior capacidade de geração energética com placas fotovoltaicas, podendo produzir mais de 3.400 MW.
Actualmente, existem mais de 16 projectos de energia solar em construção e outros 20 em processo de análise.
A Espanha também dá largos passos na produção de energia eólica.


Portugal 

A capacidade de geração de energia limpa no país cresceu mais de três vezes de 2004 a 2009 com o Pelamis Wave Power, primeiro parque de geração energética a partir das ondas do mar – de 1,220 MW para 4,307MW.
As fontes renováveis são responsáveis por 17% de toda a energia produzida em Portugal. Desse percentual, 56,6% provém das hidroeléctricas, 33% das eólicas, 7,5% da biomassa e o restante da produção fotovoltaica, biogás e resíduos sólidos urbanos.
Portugal pretende chegar a 2020 com 45% de toda a produção energética bruta vinda de fontes renováveis.

China

A China possui a maior quantidade de turbinas eólicas em operação do mundo (50%) e o responsável por isso foram os altos investimentos para projectos internos. 
No primeiro semestre de 2010, Pequim chegou a investir no sector metade do que o resto do mundo investiu.
A previsão é que o país chegue a produzir mais 375 GW em 2020.

Índia
O governo indiano lançou no início de 2010 um plano para gerar 20.000 MW de energia solar até 2022. Para que a chamada Missão Solar Nacional funcionasse, a Índia criou um sistema que obriga às empresas distribuidoras de energia a comprar uma quantidade determinada de energias renováveis, o Renewable Purchase Obligation (POR).


Alemanha
 
A energia renovável na Alemanha representa 16% da produção total. O governo alemão pretende que esse percentual chegue a 80% em 2050, e os incentivos fiscais para alcançar essa meta não são poucos.
A energia limpa no país traz outros benefícios, como a geração de novos empregos para a população, com 300 mil vagas já criadas na última década.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Ciência em Portugal #1: Entrevista a Vítor Cardoso

Um dos objectivos iniciais do nosso projecto era divulgar o trabalho de cientistas portugueses no nosso país e no mundo, bem como ter conhecimento das suas experiências profissionais.
Assim, começamos hoje, com este post, a publicar algumas questões que fizemos a cientistas portugueses que se tenham distinguido.

O nosso primeiro entrevistado é Vítor Cardosoinvestigador do Departamento de Física do Instituto Superior Técnico, vencedor do Prémio Gulbenkian de Ciência em 2002 e 2005, do Prémio para Jovens Investigadores UTL/ Caixa Geral de Depósitos em 2008, e de uma bolsa Fulbright na Universidade do Mississippi em 2008/2009.
Queríamos, desde já, e mais uma vez, agradecer a sua disponibilidade e colaboração no nosso projecto.

  

1.    Em que universidade estudou? Acha que isso influenciou a obtenção do seu primeiro emprego?

Estudei no Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa. A minha opinião é que influenciou (na positiva) fortemente a minha competitividade a nível internacional, mas não penso nunca em termos de primeiro emprego.
Estudar numa boa universidade, exigente e com docentes de qualidade é um passo fundamental para estarem no topo quando acabarem o curso ou doutoramento. Mas o outro passo cabe à pessoa: trabalho, dedicação, dinamismo e vontade de chegar mais além.


2. Temos conhecimento de que passou algum tempo nos EUA a estudar e a desenvolver projectos. O que achou da sua experiência?

Fiz a licenciatura e doutoramento no IST, primeiro pós-doutoramento em Coimbra, segundo na Washington University em St.Louis, terceiro na Universidade do Mississippi. Adorei a estadia nos EUA. Primeiro porque aprendi que existem outros povos com outra forma de ver a vida, outro tipo de motivações e outro tipo de à vontade no Mundo. Para mim foi fundamental perceber que se pode levantar a cabeça e pensar que o mundo também é meu. Os EUA têm coisas magníficas e outras nem tanto, mas foi (e ainda é) bom ver a diferença. Além disso, os americanos premeiam muito o esforço, o dinamismo, e isso é muito motivador.


3.    Acha que o nosso país apoia suficientemente os jovens cientistas e/ou se tem potencial para competir com países mais desenvolvidos?

Completamente. O nosso país é dos que apoiam mais os jovens cientistas, pelo menos nos últimos 10-15 anos tem sido assim. Ainda não podemos competir com muitos países, mas isso é porque temos um atraso histórico que estamos lentamente a recuperar. Não sei como a situação vai estar daqui a 10 anos, mas se continuarmos com esta aposta, posso garantir que estaremos melhor que muitos dos nossos colegas na Europa.
Mas eu queria também alertar para o facto de que o Mundo se alargou: Portugal é Europa e é o Mundo, portanto não têm necessariamente que ficar cá a trabalhar. Um Francês também não tem que ficar em França a trabalhar, pode fazê-lo em Portugal. Não é uma tragédia não conseguirem o emprego ideal em Portugal, pelo contrário, é uma oportunidade para verem outros povos e outras realidades. E o mesmo para qualquer cidadão de outro país.


4.    O seu mérito já foi reconhecido por várias vezes, pelo que o podemos considerar uma referência. Na sua opinião, o que é preciso para ser um profissional de sucesso na sua área?

Dedicação, persistência, e sorte. A investigação científica neste aspecto é equivalente a qualquer trabalho criativo, seja ele a escrita, a música, a arte, etc. É, e sempre foi, um trabalho solitário na maior parte das vezes. Pode durar anos até resolvermos um problema ou acharmos que compreendemos o problema. A maior parte das vezes, investigação é uma luta com nós mesmos, ver até que ponto conseguimos pensar no problema sem desistirmos, ou entender o cerne do problema de uma forma original, etc. Pelo caminho, vamos percebendo as nossas fraquezas, o que não é nada agradável, mas vamos também percebendo o que temos de bom. E pelo menos no início não é fácil, porque existem problemas que parecem mais duros que nós. Creio que ao fim de uns anos a tentar realmente superarmo-nos, surge o momento mágico em que atingimos um "estado de graça": fazemos o que gostamos, quando queremos e estamos a dar novos mundos a conhecer à sociedade e a nós mesmos. É comum trabalhar sete dias por semana, 24 horas por dia, 365 dias por ano, mas porque gostamos, porque é impossível "desligar". 


5.    É habitual divulgar a sua experiência em escolas ou universidades?

Nem por isso. É mais habitual divulgar o meu trabalho científico em Universidades ou conferências.


6.    Encontra-se actualmente a desenvolver algum novo projecto?

Sim, sempre. Neste momento estou empenhado em dois projectos de longa duração: o primeiro consiste em entender o que acontece se a teoria de Einstein sofrer algumas correcções. Isto é, quais as consequências, como é que poderemos ter efeitos observacionais de tais alterações. O segundo projecto, começado há algum tempo, é entender como é que buracos negros se comportam em situações de grande violência, por exemplo quando chocam uns com outros, etc.


7.    Enquanto alunos que somos, temos escolhas e decisões para fazer acerca do nosso futuro. Que opinião e conselhos nos pode dar quanto a seguir uma área das ciências ou enveredar pelo mesmo curso que escolheu?

Eu sou muito mau a dar conselhos! A minha opinião mais sincera é: escolham o que gostam, independentemente do que acham que vai ter saída. Tudo tem saída se se esforçarem o suficiente. Se tiverem talento, trabalhem-no ainda mais: o que quer que vão fazer com ele depende 90% de trabalho árduo, dedicação e ambição, e apenas 10% desse talento. E finalmente, sejam felizes! Não há nada pior na vida que uma pessoa carrancuda.


8.    Sente-se realizado profissionalmente?

Adoro o que faço, mas quero continuar a fazer e espero pelo menos compreender mais algumas coisas sobre o funcionamento do Mundo.



terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Carro controlado pela mente!

Cientistas da universidade alemã Freie Universität Berlin desenvolveram um sistema, chamado BrainDriver, que permite dirigir um veículo apenas com o poder da mente.
Para testar o invento, os pesquisadores modificaram um Volkswagen Passat Variant, colocando uma espécie de torre de comando em cima do carro. Logo em seguida, um electroencefalograma – capacete que regista correntes eléctricas cerebrais –, foi colocado na cabeça do condutor, que, a partir daí, passou a comandar os movimentos do automóvel, sem utilizar as mãos.
Raul Rojas, um dos professores responsáveis pelo estudo, afirmou que, apesar do sistema parecer simples, ele exige algum treino por parte do condutor do veículo.


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Mitos Científicos: Verdade ou Mentira?


"Será verdade?... Será mentira?". Os mitos são fontes de discórdia, seja em que tema for. Assim vamos começar, a partir de hoje, a fazer sondagens para ver o que os nossos leitores sabem sobre alguns dos mitos científicos mais comuns e interessantes. Depois de concluída cada votação iremos postar uma explicação para que possam ver se o que acham está certo ou errado e o porquê.  

Participa na votação e está atento para veres se sabes tanto quanto pensas... ou não!

Quer ser mais persuasivo? Fale ao ouvido direito da pessoa


 

Ao abordar alguém, temos uma preferência natural para falar ao ouvido direito das pessoas, assim como também preferimos que nos falem desse lado. Mas será que isso faz alguma diferença? Estudos compravam que sim, pois parece que somos mais benévolos a acatar um pedido feito pelo lado direito do que pelo esquerdo. 

Este estudo foi feito por pesquisadores italianos, da Universidade de Gabriele d’Annunzio, realizando uma série de três estudos. Esta preferência pela comunicação do lado direito já tinha sido demonstrada em laboratório, mas eles queriam observá-la em interacções sociais espontâneas entre pessoas que não se conhecessem. 

Na primeira fase da pesquisa, 72% das abordagens observadas, foram feitas pelo lado direito do ouvinte. Mais tarde, os próprios pesquisadores começaram a abordar as pessoas intencionalmente pelo ouvido direito ou esquerdo delas, pedindo um cigarro. E receberam “significativamente” mais cigarros quando fizeram o pedido no ouvido direito. 

A explicação deste facto é que esta preferência seria um reflexo da superioridade do hemisfério esquerdo do nosso cérebro para processar informações verbais. 

Portanto, aprovei-te bem este truque!


domingo, 20 de fevereiro de 2011

Descoberta suposta cura para a calvície

Um antigo problema da sociedade pode estar com os dias contados. Isto porque cientistas da Universidade da Califórnia (Estados Unidos) descobriram o que parece ser a cura para a calvície.
A descoberta ocorreu durante um projecto de um tratamento intestinal para bloquear hormonas causadoras de stress. No entanto, após testes iniciais, os cientistas perceberam que o sistema contribuiu para o crescimento de pêlos nas cobaias que não o tinham.
Tudo começou quando o grupo usou diversos tipos de ratos(carecas e peludos) como cobaiais da pesquisa. Alguns meses depois do início do tratamento, os pesquisadores notaram que os ratinhos carecas tinham a mesma quantidade de pêlo do que os restantes.
A partir daí, os cientistas entraram com um pedido de patente para o uso do bloqueador de stress para tratamentos de calvície em humanos.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Biodiesel produzido a partir de café


Cientistas demonstraram que é possível usar a borra de café para a produção de biodiesel, extraindo um óleo desta substância.

A partir de um quilo de borra de café é possível extrair até 100 mililitros de óleo, o que geraria cerca de 12 mililitros de biodiesel.
Apesar disto, a borra do café contém também outros óleos que podem contaminar o solo quando o resíduo é descartado no meio ambiente.
O aproveitamento deste resíduo para gerar energia pode não ser uma solução mundial, mas está ao alcance de pequenas localidades.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Híbridos: Leão? Tigre?... Não, Ligre!


Leu bem, um ligre! 

Este gigante é um híbrido: resulta de um cruzamento entre um leão com um tigre fêmea. Os ligres são estéreis pois os cromossomas do leão e do tigre são diferentes, fazendo com que não haja homólogos (pares de cromossomas que contém informação para uma determinada série de características).

É, actualmente, o maior felino do mundo, podendo ter entre 3,5 a 4 metros de comprimento e pesar meia tonelada com apenas três anos. Acredita-se que o seu enorme tamanho ocorre pela ausência de genes que condicionam a produção de hormonas inibidoras do crescimento. No caso dos leões, essas hormonas são herdadas do lado materno, no dos tigres, do lado paterno. Ora este felino, sendo resultado de um cruzamento de um leão macho e de um tigre fêmea, não recebe, de nenhum dos progenitores, informação para produzir hormonas que controlem o crescimento. Daí o seu tamanho surreal!


Torre Eiffel ‘verde’ para Taiwan


As características básicas assemelham-se às da Torre Eiffel, mas distingue-se por elevadores auto-sustentados por balões de hélio, além de serem construídos com materiais leves (emprestado da indústria de naves espaciais), envoltos por uma espécie de membrana de última geração (PTFE) que os faz deslizar na vertical numa faixa colocada num campo electromagnético.
A curiosa construção, desenhada por DSBA e Upgrade Studio, venceu o Concurso Internacional para a nova Torre de Observação de Taiwan. Os elevadores são do estilo zeppelin e deslizam numa espécie de “tronco”, servindo de plataformas de observação ou mirante sobre Taiwan. A torre irá ser composta por oito células e cada uma poderá levar 50 a 80 pessoas.
A estrutura, conhecida como Taiwan Tower, separa a ilha da China continental, próximo de Taichung e incluirá escritórios, um museu e restaurantes. Mas a característica principal é que beneficia de performances ambientais. Para além de ser equipada por eixos eólicos e painéis solares, terá um sistema de recuperação de águas pluviais que será reutilizada a seguir. As obras devem começar por volta de 2012 e terminar em 2014.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Bebidas energéticas põem em risco saúde de crianças

As bebidas energéticas podem colocar a vida de crianças e jovens adultos em risco, causando sérios problemas de saúde, que devem ser regulados. Estas bebidas contêm elevados níveis de cafeína e outros estimulantes. Estudos científicos encontraram casos de convulsões, delírios, problemas de coração e danos no fígado e rins.


Produtores alegam que os seu produtos melhoram o desempenho físico e mental. O site do Red Bull diz que as bebidas energéticas aumentam a concentração e a velocidade de reacção e melhoram os estados de vigilância e emocional. Contudo, pesquisadores da Florida acham que estas alegações são questionáveis.
Especialistas acham que é preciso, ainda, fazer mais estudos para que se possa comparar os efeitos positivos e negativos destas bebidas, para que os consumidores e órgãos reguladores possam tomar decisões mais acertadas.
A comercialização destas bebidas tem que seguir regras restritas, por exemplo quanto à quantidade de cafeína presente por litro, das vitaminas adicionas e de outras substâncias. Os rótulos das embalagens devem dizer que o produto contêm cafeína e que não é aconselhável para crianças, grávidas, mulheres a amamentar e indivíduos sensíveis a cafeína. Devem também dizer "não consumir mais do que X latas ou garrafas por dia".

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Poblema que afecta idosos na condução ajuda na compreensão da depressão



Quando condutores idosos se colocam atrás do volante, é frequente confrontarem-se com a dolorosa realidade de que não conseguem ver facilmente outros carros, piões ou ciclistas

Este efeito da idade, pelos vistos, não é necessariamente um resultado da redução da capacidade de percepção de objectos em movimento, como se pode pensar, mas sim da intensificada preocupação acerca do "plano de fundo" em que estes objectos se movem. 

Uma equipa de cientistas dirigida pelo professor Duje Tadin da Universidade of Rochester Assistant isolou as causas deste fenómeno e, surpreendentemente, os resultados podem não só ajudar a treinar os idosos a tornarem-se melhor condutores, como também ajudam psiquiatras a perceber melhor os processos anormais do cérebro em condições psicológicas como a depressão e a esquizofrenia.


Numa pessoa jovem e saudável, o cérebro suprime movimentos irrelevantes do plano de fundo para que a pessoa se possa concentrar em movimentos de objectos mais pequenos, em planos superiores. 

As pessoas idosas, bem como as que sofrem de distúrbios psicológicos, como esquizofrenia e depressão, são melhores a percepcionar movimentos no plano de fundo. Mas não podemos ver isto como uma consequência da idade. Como o cérebro está a gastar recursos limitados ao prestar constantemente atenção aos movimentos do plano de fundo, é mais lento a aperceber-se de movimentos de objectos mais pequenos.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Refrigerantes “light” podem prejudicar o coração a longo prazo

Os refrigerantes light ou sem açúcar foram ganhando terreno no mercado ao longo dos últimos anos. Muitos consumidores preferem esta alternativa a bebidas açucaradas e calóricas, cujo consumo excessivo está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares.

No entanto, podem ter sido induzidos em erro, visto que uma nova investigação sugere que estas opções menos doces podem ser  prejudiciais ao coração, a longo prazo. De acordo com os dados recolhidos neste trabalho, alguns preliminares, o consumo de refrigerantes light está associado até 60 por cento mais de probabilidades de se sofrer de problemas vasculares.
Caso os nossos dados sejam  confirmados em estudos futuros, podemos dizer que os refrigerantes light não são os melhores substitutos das bebidas açucaradas, quando se trata de nos protegermos das doenças cardiovasculares, sublinhou Hannah Gardener, investigadora da Miami Miller School of Medicine (EEUU) e  autora principal deste estudo, durante a sua apresentação  na  International Stroke Conference, que está a decorrer em Los Angeles. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Devemos mudar de namorada(o) de 2 em 2 anos!

O corpo só aguenta a paixão durante dois anos!

Pode durar pouco tempo, mas especialistas explicam que todo o organismo funciona melhor quando estamos apaixonados.

É o cérebro que comanda todo o processo. O aspecto físico, o cheiro e a personalidade são os factores que desencadeiam todas sensações que associamos à paixão, das "borboletas no estômago" ao coração acelerado e às noites sem dormir. Mas o "coktail químico" que as provoca não dura mais do que dois anos.
Especialistas explicam como todo o organismo funciona melhor quando estamos apaixonados, felizes e motivados para a vida. "Apaixone-se", recomenda o psicólogo Abel Matos Santos. "Prolonga-lhe a vida e dá-lhe bem estar".
Parece que afinal as nossas paixões são como os carros, ao fim de dois anos devem ser trocados, pois desvalorizam imenso!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Chocolate negro atrasa envelhecimento

Já não é novidade que o chocolate negro pode trazer benefícios para a saúde, mas um novo estudo norte-americano, publicado no «Chemistry Central Journal», avança que tem uma alta concentração de antioxidantes que previnem o envelhecimento prematuro, e tem mais concentrações do que os sumos de fruta.
Quando mediram a quantidade de antioxidantes, por porção, de chocolate negro, cacau, e mesclas de chocolate quente com a fruta, o chocolate continuava no topo da lista com mais capacidade antioxidante, com alta concentração de flavonóides e polifenóis. Contudo, ressalvam que o chocolate quente, devido à transformação, perde grande parte das suas propriedades.
O estudo, liderado por Debra Miller, mostra que as sementes de cacau oferecem “um valor nutritivo que vai muito mais além da composição macronutriente”.


sábado, 12 de fevereiro de 2011

Popeye tinha razão!

O Popeye tinha razão quando dizia que a sua força provinha dos espinafres. O famoso marinheiro, sempre que queria fortalecer os músculos,  “engolia” uma lata desta hortaliça, ficando de imediato com os seus bíceps sobrevalorizados.

O efeito não é instantâneo, como acontecia com a personagem criada em 1929, mas um estudo publicado  na revista "Cell Metabolism" revela que comer um prato de espinafres todos os dias aumenta a eficiência muscular.

Segundo o artigo, que faz capa da publicação científica,  o consumo de 300 gramas de espinafres reduz em cinco por cento a quantidade de oxigénio necessária para o funcionamento dos músculos quando se faz exercício físico.
Embora esta hortaliça seja rica em ferro, não é este elemento o mais benéfico para a massa muscular, mas os nitratos, que chegam com mais eficiência às mitocôndrias, que produzem energia nas células.  "É como se puséssemos combustível nos músculos. O espinafre faz com que funcionem com muito mais suavidade e eficácia", afirma o autor do estudo, Eddie Weitzberg, do Instituto Karolinska, de Estocolmo.

Asteróide "raspa" na Terra

Na passada sexta-feira, dia 4, um pequeno asteróide até então desconhecido "passou a raspar" pela Terra.
Segundo a NASA, o 2011 CQ1, com cerca de um metro de diâmetro, passou apenas a 5.480 quilómetros da superfície do planeta. Este é um recorde histórico, constituindo a maior aproximação já registada, pois o recorde anterior foi registado em 2004 com o asteróide a passar a mais de 6.400 quilómetros da superfície do planeta.
O asteróide "tirou tinta" da Terra numa área sobre o sul do Oceano Pacífico. Se tivesse sido detectado antes, a probabilidade de colisão teria sido calculada próxima aos 100%.
Ao passar pela Terra, o asteróide fez a curva mais fechada que os astrónomos  alguma vez registaram para um corpo celeste. Como era muito pequeno e passou muito perto, a gravidade da Terra exerceu uma influência forte o suficiente para alterar completamente a sua órbita, fazendo-o virar à esquerda em 60 graus. 


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ponte ecológica


Designers italianos desenvolveram o projecto de uma ponte que não se limita a unir duas margens, mas que incorpora painéis solares e  aerogeradores e tem capacidade para produzir mais de 40 milhões de quilowatts de energia por ano.
Francesco Colarossi, Giovanna Saracino e Luisa Saracino são os autores doSolar Wind, o projecto que aproveita o espaço inutilizado de um viaduto localizado no sul da Itália para produzir electricidade suficiente para abastecer 15 mil casas. 



Os aerogeradores seriam colocados entre os pilares que suportam os 20 quilómetros de tabuleiro da ponte, onde seriam instalados os painéis solares. A restante área do viaduto poderia ser transformada num parque para os motoristas pararem e descansarem ou até usufruírem de um lanche de produtos biológicos produzidos e vendidos no local. Além disso, poderiam contemplar a vista panorâmica para a costa italiana.



Este projecto foi concebido para um concurso realizado pelo governo da região da Calábria, na Itália, com o objectivo de angariar ideias para substituir de forma sustentável algumas pontes velhas e não utilizadas existentes no local.

O "Solar Wind" conquistou o segundo lugar, enquanto o primeiro prémio foi entregue a um trabalho inglês que projecta uma ponte com pouco impacto ao nível paisagístico.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Smartphones vão imprimir mensagens de texto na pele

Um novo projecto encabeçado pela RIM e pelo Centro Helen Hamlyn ligado à Royal College of Arts, da Inglaterra  parece ter saído de um filme de ficção científica. Chama-se SkinDisplay e é o sistema que vai permitir a impressão dos números de ligações perdidas e de mensagens de texto no dedo do usuário, quando o telemóvel tocar.

A tecnologia não vai usar qualquer tipo de tinta, nem causar dor. Para isso, a tecnologia baseia-se apenas num sistema de pressão, a exemplo do que acontece quando um objecto fica pressionado contra a pele de uma pessoa e, após algum tempo, o seu contorno fica "desenhado". O principal objetivo é permitir que o usuário consiga ver as informações do telemóvel, sem precisar tirá-lo do bolso.

Outra tecnologia chamada de SmartCall também foi desenvolvida em conjunto com a SkinDisplay. Neste caso, trata-se de um sistema que mostra a urgência, assunto e prazo de todas as ligações telefónicas, mas ainda está num estágio inicial de desenvolvimento.



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O nosso cérebro está a encolher!

De acordo com a France Presse, que cita trabalhos científicos recentes, ao longo de 30.000 anos o volume médio do cérebro do Homem moderno diminuiu cerca de 10 por cento, de 1.500 para 1.359 centímetros cúbicos, o equivalente a uma bola de ténis. 


Segundo alguns antropólogos, tal redução não é assim tão surpreendente, na medida em que quanto mais forte e musculado mais tempo leva a inteligência a controlar essa massa. O homem Cro-Magnon, que pintou as paredes da caverna de Lascaux há cerca de 17.000 anos, foi o Homo sapiens com maior cérebro.

Partiu do princípio de que uma maior concentração humana era importante, pois haveria maior intercâmbio entre grupos, maior divisão de trabalho e interacções mais ricas entre os vários indivíduos. O investigador constatou igualmente que o tamanho do cérebro diminuía quando a densidade populacional aumentava.

"De facto, na emergência de sociedades mais complexas, o cérebro humano tornou-se mais pequeno porque os indivíduos não têm a necessidade de tanta inteligência para sobreviverem, são ajudados pelos outros", explica David Geary à agência France Presse. Contudo, esta redução do cérebro não quer dizer que os homens modernos são mais idiotas do que os seus ancestrais.