Um dos objectivos iniciais do nosso projecto era divulgar o trabalho de cientistas portugueses no nosso país e no mundo, bem como ter conhecimento das suas experiências profissionais.
Hoje apresentamos o nosso segundo entrevistado, Tiago Fleming Outeiro, cientista
português licenciado em bioquímica.
português licenciado em bioquímica.
Queríamos, desde já, e mais uma vez, agradecer a sua disponibilidade e colaboração no nosso projecto.
1. Em que universidade estudou? Acha que isso influenciou a obtenção do seu primeiro emprego?
Estudei na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Escolher uma Faculdade com qualidade reconhecida e importante, mas ainda mais importante e esforçarem-se por adquirir uma formação sólida, acompanhada de boas notas. Isso sim, influencia o primeiro emprego, que em ciência passa pela obtenção de bolsas de investigação.
2. Temos conhecimento que passou algum tempo nos EUA a estudar e a desenvolver projectos. O que achou da sua experiência?
Foi uma experiência muito enriquecedora, a nível profissional e pessoal. Acima de tudo, foi útil por me ter permitido contactar com pessoas diferentes, com formas de pensar diferentes, e com um mundo um pouco diferente do nosso.
3. Acha que o nosso país apoia suficientemente os jovens cientistas e/ou se tem potencial para competir com países mais desenvolvidos?
Acho que o nosso país apoia os jovens investigadores mais do que outros países, pois existem bolsas que nos permitem ir para fora para fazermos a nossa formação. Não há muitos países que façam isto pelos jovens. No entanto, e sempre preciso fazer mais, e fazer bem, pelo que será importante continuar a apostar na formação continuamente, para que sejamos cada vez mais competitivos.
4. O seu mérito já foi reconhecido por várias vezes, pelo que o podemos considerar uma referência. Na sua opinião, o que é preciso para ser um profissional de sucesso na sua área?
O mérito na ciência é algo que não se atinge, procura-se. Eu não sinto que tenha mérito, sinto que me tenho esforçado por fazer coisas com valor. Assim, o que considero essencial para termos sucesso e uma grande dedicação, muito trabalho, e também alguma sorte.
5. É habitual divulgar a sua experiência em escolas ou universidades?
Sim, com alguma frequência vou a escolas e universidades falar do trabalho que fazemos, pois isso é essencial para que as pessoas compreendam e possam continuar a apoiar a investigação.
6. Encontra-se actualmente a desenvolver algum novo projecto?
Estamos sempre a desenvolver projectos novos. Isso é investigação, por definição. Não se fazem projectos antigos… estamos sempre a tentar descobrir novos caminhos, novas pistas, para podermos chegar a novas formas de intervenção terapêutica para doenças neurodegenerativas como Alzheimer e Parkinson.
7. Enquanto alunos que somos, temos escolhas e decisões para fazer acerca do nosso futuro. Que opinião e conselhos nos pode dar quanto a seguir uma área das ciências ou enveredar pelo mesmo curso que escolheu?
Para quem quer fazer investigação, não é tão importante se fazem o curso A, B, ou C. O importante e que sejam capazes de adquirir bases sólidas e a capacidade de terem pensamento crítico sobre aquilo que vão encontrando. Se querem fazer investigação na área das ciências biomédicas, em que trabalho, podem optar por fazer licenciaturas/mestrados em biologia, bioquímica, química, engenharia biológica, biotecnologia, medicina… ou mesmo matemática, física, etc. Têm de se esforçar por terem boas notas, por saberem um pouco de outras áreas também, e têm de desenvolver a capacidade de não desistirem das coisas facilmente. Estes são alguns conselhos que considero importantes para jovens na vossa idade. Nada é fácil, e nada e consegue sem esforço.
8. Sente-se realizado profissionalmente?
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